quinta-feira, 23 de março de 2017

Nunca podia imaginar que um biquini pudesse esconder tanto de mim

Por Kaylin Koslosky


Um  momento chave que me fez abrir os olhos para a modéstia no vestir aconteceu enquanto estava deitada em uma espreguiçadeira na beira de uma piscina, tomando banho de sol com meu novo biquini. Eu comecei simplesmente a observar a cena na qual estava imersa. Mulheres de todos os tamanhos e formas estavam caminhando por ali ao redor, ou deitadas como eu, com seus biquinis. Eu percebi que algumas meninas andavam com seus braços ao redor da barriga - uma insegurança que eu imediatamente entendi e me solidarizei, apesar de ter, eu mesma, um corpo bem trabalhado. Outras meninas jovens passavam confiantes pela piscina, como se nada demais estivesse acontecendo. Facilmente se percebia os olhares dos homens ao redor quando elas passavam.

Mas, em todas as situações, seja nas que caminhavam com confiança, seja nas inseguras, uma coisa começou a me deixou intrigada sobre todas. Nenhuma vez, em minhas observações naquele dia, eu cheguei a me perguntar "O que estaria sentindo aquela menina em seu coração hoje?". Ou: "Como seria sua personalidade?". Ou ainda: "Que sonhos ela deseja realizar na vida?". Nem uma vez sequer. Todos os meus pensamentos estavam direcionados para seu biquini ou para seu corpo. Enquanto mulher, isso significa apenas que eu estava me perguntando onde ela comprou aquele biquini, ou comparando meu corpo com o dela. Mas imagine o que deve ser para um homem! É difícil olhar para uma mulher usando quase nenhuma roupa e tentar ver a beleza de seu coração, quando é apenas a beleza do seu corpo que ela está transmitindo. Ou até mesmo quando ela está se escondendo por trás da beleza do seu corpo.

Então ali estava eu, tomando consciência de tudo isso, e ainda assim deitada, eu mesma, com meu biquini. Eu percebi que, se eu atraísse o olhar de um homem (o que eu muitas vezes pensava mesmo querer), isso jamais seria por qualquer outra razão que não meu corpo. Pare para pensar: como ele poderia se sentir atraído por outra coisa? Ele nem me conhece. Alguma coisa naquilo tudo me deixou com um sentimento de vazio no coração. E mesmo com relação a outras mulheres, eu percebi que a falta de roupas nos deixava vulneráveis a dolorosas comparações entre nós, em um mundo tão voltado para a beleza exterior.

(...)

Onde quer que você esteja nessa jornada em direção à modéstia, faça uma pergunta a si mesma: Que tipo de beleza eu estou revelando para o mundo? Revelar essa beleza está me levando para o caminho do amor que meu coração realmente deseja?

__________
Este é um trecho de um artigo do site Chastity Project. Para ler o artigo completo, clique em:
http://chastityproject.com/2015/10/i-never-knew-a-bikini-could-hide-so-much/

Teologia do Corpo 003 - O Plano Original de Deus

Qual o sentido da vida? Se Deus nos criou, qual era sua intenção? Essas perguntas são muito profundas para um resposta simples, mas baseado nos comentários de São João Paulo II sobre o Gênesis, podemos ter uma idéia parcial sobre uma intenção que Deus tinha em mente ao criar o ser humano.

As catequeses da Teologia do Corpo começam com S. João Paulo II citando o diálogo de Jesus com os fariseus: 

Alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e, para experimentá-lo, perguntaram: “É permitido ao homem despedir sua mulher por qualquer motivo?”  Ele respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois formarão uma só carne’? De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. Perguntaram: “Como então Moisés mandou dar atestado de divórcio e despedir a mulher?” Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o princípio. Ora, eu vos digo: quem despede sua mulher – fora o caso de união ilícita – e se casa com outra, comete adultério”. (Mt 19, 3-9)

Com essa resposta, "Não foi assim desde o princípio", Jesus leva os fariseus a um reflexão sobre a intenção de Deus ao criar o ser humano. Lemos no Gênesis que Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança, homem e mulher os criou. E, desde o princípio, destinou o homem para a mulher e a mulher para o homem, e ordenou que se unissem, criando uma comun-união no amor, a ponto de se tornarem uma só carne.

Por isso deixará o homem o pai e a mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne. (Gên 2, 24)

Assim, temos pelo menos um aspecto muito importante do plano original de Deus para o ser humano. Podemos dizer, com base na Bíblia, que Deus tinha pelo menos uma intenção ao criar o ser humano: fazer com que homem e mulher vivessem uma união, que vivessem o amor.


Esse plano original de Deus para o amor humano significa exatamente isso: Deus "pensou" o ser humano para amar, para viver o amor. Esse plano original repercute em nós, que não estamos mais no princípio. Esse plano de viver o amor repercute em nossa consciência, em nossas emoções, em nossa mente, em nossos desejos.

Temos desejo de viver o amor. Nossa vida se torna sem sentido se não vivemos o amor, se não o experimentamos, se não fazemos dele nossa razão de viver. Deus é amor (cf. 1 Jo 4, 8). E nosso coração anseia pelo amor, e vive angustiado enquanto não repousa no amor, enquanto não repousa em Deus.

Diante dessa reflexão sobre os primeiros capítulos do livro do Gênesis e sobre esse plano original de Deus para o ser humano, no qual Deus nos cria para viver o amor, temos muitos pontos a considerar. Espero que você possa acompanhar nos próximos artigos da nossa série sobre a Teologia do Corpo.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Estatísticas sobre pornografia e jovens, casamento, atores / atrizes pornô, religião

Abaixo apresento algumas estatísticas sobre pornografia, tendo como fonte dois sites: um de uma ex-atriz pornô que deixou a vida antiga para hoje liderar um movimento que busca resgatar os atores/atriz desse meio; e outro do site de um software de bloqueio de conteúdo inapropriado. 

Só avisando, nosso blog não faz publicidade de nenhuma empresa ou pessoa, nem recebemos doações. Nosso interesse é divulgar informações importantes para jovens, pais, e para o público em geral, sobre a castidade e a defesa da vida, contra o aborto.

Na minha opinião, poderia ressaltar três conclusões importantes das estatísticas abaixo. Em primeiro lugar, a pornografia se tornou difundida amplamente, principalmente entre os jovens. Se você imagina que seu filho ou sua filha nunca seria capaz de ver pornografia, pense mais uma vez. A maioria dos jovens hoje tem contato fácil com esse material, com o advento da internet. O que acontece é que ninguém fala no assunto, mas ele está ali.




Em segundo lugar, os atores e atrizes que fazem sua performance nesses filmes e vídeos são, em sua maioria, pessoas que vem de famílias desestruturadas ou de uma realidade difícil, e a atuação nesses vídeos é altamente impactante psicologicamente, isso no aspecto negativo, claro, além da série de doenças e abusos físicos a que eles se expõem, principalmente as mulheres. Cada vez que você visualiza um site ou vídeo desses, você está contribuindo para a degradação física e emocional de um irmão ou uma irmã que compartilha a mesma humanidade que você.

Em terceiro lugar, é preciso criar uma cultura e um movimento que faça as pessoas ficarem alertas para essas realidades, para quem sabe no futuro criarmos condições para algum tipo de atividade de resistência a esse material. Não saberia dizer exatamente como, mas quem sabe campanhas de conscientização dos prejuízos, ou até mesmo o boicote ou a proibição desse tipo de conteúdo, visandoreduzir e desencoraja seu consumo e sua visualização.

Estatísticas sobre a indústria pornografia

  • 1 em cada 5 pesquisas em celular são por pornografia
  • 24% dos donos de smartphone admitem possuir material pornográfico no celular
  • O lucro da indústria pornográfica nos Estados Unidos em 2006 foi de $13 bilhões de dólares
  • 69% do conteúdo pay-per-view da internet é pornografia
  • Existem cerca de 420 milhões de webpages pornográficas, e 68 milhões de pesquisas diárias sobre o assunto em mecanismos de pesquisa
Estatísticas sobre visualização de pornografia por jovens
  •  9 em cada 10 rapazes são expostos a pornografia antes dos 18 anos
  • Em média, a primeira exposição dos homens a pornografia acontece aos 12 anos de idade
  • 28% dos jovens de 16 a 17 anos foram expostos à pornografia na internet de maneira não intencional
  • 6 de cada 10 meninas são expostas à pornografia antes dos 18 anos de idade
  • Em média, os homens são 543% mais propensos a ver pornografia do que as mulheres
  • 83% dos rapazes e 57% das garotas já viram sexo grupal online
  • 67% de jovens rapazes adultos e 49% de jovens mulheres adultas dizem que ver pornografia é uma maneira aceitável de expressar a sexualidade
  • A faixa etária que mais vê pornografia é composta pelos jovens entre 12 a 17 anos 
Estatísticas sobre a relação entre pornografia e casamento
  •  Homens felizes no casamento tem 61% menos chance de ver pornografia
  • 68% dos casos de divórcio involvem um dos cônjuges encontrando um amante pela internet
  • 56% dos casos de divórcio involvem um dos cônjuges tendo interesse obssessivo por sites pornográficos
  • 70% das esposas de maridos viciados em sexo pode ser diagnosticada com Transtorno de Stress Pós-Traumático
Estatísticas sobre os efeitos negativos na vida dos atores/atrizes pornô
  •  Análise de conteúdo dos 50 vídeos pornô de maior sucesso revela que 88% das cenas continham atos de agressão física, e 49% continham atos de agressão verbal 
  • Análise dos mesmos 50 vídeos revelou que 94% das agressões verbais e físicas contidas nas cenas dos filmes foi realizada contra mulheres
  • 79% dos atores/atrizes já usou maconha, e 50% já usou ecstasy
  • 70 atores/atrizes pornográficos cometeram suicídio
  • O principal método de suicídio nesses casos foi enforcamento
  • 228 atores/atrizes pornô morreram prematuramente devido a AIDS, drogas, suicídio, e homicídio, desde 2003
  • No total, 514 atores/atrizes pornô morreram precocemente de AIDS, suicídio, drogas, ou homicídio
  • A expectativa média de vida de uma estrela pornô é 36,2 anos
 Estatísticas sobre visualização de pornografia em relação a religião
  •  64% de homens cristãos e 15% de mulheres cristãs dizem assistir a pornografia ao menos uma vez por mês
  •  De 1351 pastores pesquisados, 54% tinham visto pornografia no último ano

Fonte:

https://www.shelleylubben.com/stats

http://www.covenanteyes.com/pornstats/

terça-feira, 21 de março de 2017

Teologia do Corpo 002 - Desejo bom e desejo ruim

Amanda (nome fictício) não saberia dizer há quanto tempo vem pensando naquele rapaz. Parece que todas as coisas da sua vida estavam rodando em torno dele. Se desse certo, tudo o mais daria certo. Se não desse em nada, toda sua vida seria em vão.

André (nome fictício) falou comigo ontem pela manhã, estava tenso e preocupado. Não conseguia parar de pensar naquela garota. Achava realmente que era a garota mais bonita que já tinha visto em toda sua vida. Não se achava nem digno dela, mas ao mesmo tempo parece que sua cabeça não conseguia tirar a imagem daquele rosto de seus pensamentos.

Será que alguma vez você já teve algum pensamento parecido com os de Amanda ou de André? Muitas vezes na nossa vida somos tomados pelo desejo de conhecer uma pessoa, de estar com alguém. Mas será que esse desejo não é pecado?

Na Teologia do Corpo um dos pontos fundamentais (e mais difíceis de entender), na minha opinião, é saber diferenciar o desejo santo do desejo malicioso. Às vezes é uma descoberta para alguns saber que existe um desejo santo. Para muitas pessoas, todo desejo é pecaminoso, e a castidade se alcançaria mutilando os pensamentos e desejos. Mas não é assim. 

É compreensível que, em uma sociedade tão sensualizada, tão pervertida, tão cheia de pornografia e luxúria, as pessoas passem a olhar com maus olhos para o desejo. Mas é preciso diferenciar: de que desejo estamos falando?

São João Paulo II comenta que o utilitarismo é o que está por trás do desejo libidinoso. Utilitarismo significa, em termos simples, "utilizar" alguém para seu prazer. Nesse caso, a outra pessoa se torna um mero objeto, que está ali para me dar prazer. Eu só recebo, só usufruo. Não partilho nada.

O contrário disso é o amor-doação. O amor que é entrega de si para a felicidade do outro. Se você tem desejo de estar com aquele rapaz ou aquela garota porque você realmente quer fazer a pessoa feliz, você está no caminho certo. Está no caminho do desejo santo. 

Claro que, se você ama de verdade aquela pessoa, vai querer estar junto dele ou dela por toda a vida, tendo a oportunidade de viver para fazer a outra pessoa feliz. O nome disso é casamento. Claro que casamento envolve sexualidade, filhos, procriação. E sexualidade envolve prazer. Você sabe disso. Mas não está procurando aquele relacionamento com o fim exclusivo de encontrar prazer. Esse prazer vem como um adicional. Um adicional agradável aos sentidos, e bem vindo, é certo. Mas, ainda assim, não é o principal.

Se por acaso meu esposo ou minha esposa sofre uma doença ou um acidente inesperado que desfigura sua beleza física ou deixa a pessoa incapaz de proporcionar prazer, por causa disso vou deixar de amar a pessoa? Se o marido ou a mulher avança na idade e a passagem do tempo não deixa de trazer suas consequências em termos de rugas e de decaimento da beleza corporal, por isso vou amar menos a pessoa?

Por outro lado, quem ama só o corpo da outra pessoa, não ama a pessoa inteira. Enquanto a pessoa está jovem, as coisas se mantêm, com base na pura atração física. Muitos chamam isso de "amor". Vem a idade, e a beleza começa a desaparecer. "Vamos fazer cirurgia plástica", dirão algumas pessoas. Sim, a cirurgia pode até atrasar mais alguns anos as marcas do tempo, mas não existe pessoa imortal. Será que as pessoas realmente precisavam daquela cirurgia? Será que não era medo de não ser realmente amada se deixasse de ser bela?

O amor verdadeiro traz consigo o desejo verdadeiro. Então, da próxima vez que estiver pensando sem parar naquele rapaz, ou naõ estiver conseguindo tirar a imagem daquela garota de sua mente, pare para refletir um pouco. Será que meu desejo é verdadeiro, ou é apenas busca de prazer? Será que eu quero realmente o bem daquela pessoa e estou disposto a sacrificar minha vida pela seua felicidade, ou será que estou apenas tendo uma tentação de usufruir luxuriosamente daquela beleza, daquela companhia?

São perguntas assim que podem ir aos poucos amadurecendo nossa consciência para o que é o verdadeiro amor. Não deixo de pensar que muitos jovens precisam urgentemente parar e refletir sobre muitas coisas relacionadas com o desejo. Não consigo deixar de pensar que o ambiente em que crescemos (escola, amigos, programas de TV, filmes etc) nos educa para o desejo libidinoso. Não educa para o desejo santo, o desejo de amar de verdade, de se doar, de se sacrificar, de estar junto... E também de ter gratificação (prazer etc) por estar com a pessoa? Sim, mas não só por causa disso, e sim principalmente por realmente querer o melhor para ele(a).

Resumindo, o desejo tem que estar ordenado para o bem, para o plano de Deus. Por exemplo, se você tem desejo por uma pessoa casada, com certeza isso não é plano de Deus! Tire esses pensamentos da cabeça! Se você tem desejos que identifica como luxuriosos, pensando somente em prazer e aspectos corporais, cuidado, pois pode ser pecado sim, por não estar ordenado para o bem daquela pessoa, mas somente para sua satisfação sensual. Por outro lado, se o seu desejo te leva a querer conhecer a pessoa, amando-o(a) de verdade cada vez mais, fazendo surgir em você, além da admiração da beleza da pessoa, o desejo de entregar sua vida pela felicidade dele(a), é mais provável que você esteja num caminho melhor.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Disney apresenta momento gay em "A Bela e a Fera"

Com lançamento recheado de expectativa, e com grandes bilheterias no mundo todo, neste mês de março de 2017, o novo filme da Disney, um remake de "A Bela e a Fera" com atores reais, apresenta um enredo secundário gay.

Pela primeira vez nos filmes da Disney, um diretor abertamente explica, em entrevista, a clara intenção de mostrar uma história gay. Ainda que não tenha cenas explícitas, a intenção é clara.

Bill Condon, o diretor de "A Bela e a Fera", disse em entrevista à publicação gay britânica Attitude Magazine que: "LeFou (um serviçal do personagem Gaston) é alguém que um dia que ser Gaston, e no outro dia quer beijar Gaston". Ele continuou dizendo que: "Ele está confuso sobre o que quer... É alguém que está percebendo que tem esses sentimentos... Mas é um momento gay muito legal, exclusivo, em um filme Disney".

O diretor Bill Condon continuou esclarecendo abertamente que: "é um momento divisor de águas para a Disney... O estúdio está mandando a mensagem de que isso é normal e natural, e essa é uma mensagem que será escutada em todos os países do mundo, mesmo em países onde ainda é socialmente inaceitável ou mesmo ilegal ser gay."

Ao mesmo tempo em que o diretor desse remake de "A Bela e a Fera" fez declarações abertas em prol do movimento gay, surgem notícias de que desenhos produzidos e transmitidos pelo canal Disney XD apresentam beijos entre personagens do mesmo sexo. O desenho "Star vs the Forces of the Evil", voltado para crianças e adolescentes, reportadamente apresentou cenas onde casais gays se beijam enquanto uma banda toca a música "Best Friends".





Ainda sobre "A Bela e a Fera": por causa dessa sub-história gay, o filme foi proibido na Rússia para menores de 16 anos. Alguns cinemas se recusaram a exibir o filme, como o Henagar Drive-In Theater, em Alabama, Estados Unidos. Na Malásia, o filme foi permitido, mas censurado: a cena gay tinha que ser cortada. Então a Disney decidiu bloquear a distribuição  no país. Ou seja, na Malásia, nada de "A Bela e a Fera". Já na Itália dois críticos ligados à Conferência dos Bispos do país não opuseram restrições ao filme. Nos Estados Unidos, o site "Life Site News" está propondo uma campanha de boicote ao filme, que já alcançou 128 mil assinaturas, e também divulgando uma pesquisa do grupo "Faith-Driven Consumer" (Consumidores guiados pela fé) no qual 95% dos 6.700 entrevistados revelaram estar menos dispostos a ver o filme "A Bela e a Fera" nos cinemas por causa do conteúdo gay, e boicotar produtos Disney.

Fontes:





P.S.: Estou pensando em criar um espaço aqui no blog para críticas de filmes a partir de uma visão cristã. O objetivo seria ter uma equipe de pessoas, maduras na fé, dispostas a assistir os filmes que entram em cartaz nos cinemas, e comentar para o público alertando para certos pontos inadequados relacionados, entre outros, à linguagem obscena, cenas explícitas de sexo etc. Isso serviria primeiro para os pais estarem cientes do que estão mostrando a suas crianças. E também para os adultos, para criar um senso crítico com relação aos conteúdos dos filmes. Em última instância, caso a pessoa considere que aquele conteúdo ofensivo demais, pode evitar o filme. Se alguém estiver interessado no projeto, mande um e-mail para vidaecastidade [arroba] gmail [ponto] com

quinta-feira, 16 de março de 2017

Teologia do Corpo 001 - Criados para o Amor

Leandro (nome fictício) me chamou no canto, depois de uma palestra, e pediu para conversar um pouco. Jovem, de cabelos negros, devia ter uns 16 ou 17 anos. Soube depois que uma pessoa exemplar no grupo de oração. Não tinha namorada, e estava discernindo uma possível vocação sacerdotal.

"Sabe qual o problema?", perguntou ele. "Eu não consigo entender como é que Deus pode ter colocado na gente tantos... tantos... impulsos sexuais... se é que você me entende... se no final das contas não podemos fazer nada, que tudo é pecado..."



Depois que ele falou, percebi em seu olhar um misto de dúvida, perplexidade, e um início de desesperança. Pensei que talvez esse conflito já fizesse parte de sua vida há algum tempo. Não pude deixar de sentir compaixão pelas suas dúvidas, mas também senti tristeza pelas pessoas que poderiam tê-lo orientado ao longo da vida, mas não o fizeram: pais, professores, figuras religiosas.

Talvez você já tenha passado pelo que nosso personagem fictício passou. Talvez você não esteja sozinho. O que vou escrever aqui não é exatamente o desenrolar daquela conversa. Deixo as particularidades para a intimidade do coração de nosso personagem. O que desejo é trazer alguma luz para a situação.

Sim, é verdade que Deus nos fez seres sexuados. Temos um sexo. Masculino ou feminino. Sim, é verdade que Deus colocou em nós os desejos e impulsos sexuais. Na verdade essa foi minha primeira grande descoberta quando comecei a estudar a Teologia do Corpo. 

Nela, São João Paulo II começa nos levando de volta para o início, para o Gênesis. Quando Deus criou o ser humano, Ele tinha um plano em mente. Nesse plano, estava incluído o ser homem e o ser mulher. Não é mesmo extraordinário pensar que existem essas duas "formas" (digamos assim) de ser humano, e que elas sejam complementares? Que o corpo do homem e da mulher foram feitos um para o outro? 

Na minha opinião, o fato mais importante do relato da Criação é o chamado que Deus faz ao ser humano para que viva em unidade: "O homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, e os dois se tornam uma só carne" (Gn 2, 24). É uma ordem expressa de Deus, e um convite à união. Homem unido com mulher, casal que se une e se torna uma só carne. Tudo isso já estava no projeto original de Deus.

Nada mais justo que esperar a presença da atração do ser humano pelo outro sexo: atração do homem pela mulher, e da mulher pelo homem. Atração sexual, porque é uma atração entre os sexos.

Mas, voltando à pergunta do nosso amigo: porque ter essa atração se tudo relacionado a sexualidade é pecado?

Para responder, primeiro é preciso reconhecer que nem tudo é pecado. Infelizmente vivemos numa sociedade com tantos problemas morais, tanta pornografia, sensualização banal, que temos a tentação de rejeitar tudo como sendo pecado. Mas é preciso discernir que o pecado não está no corpo do ser humano, nem na atração, mas sim está na distorção e no mau uso que fazemos da sexualidade.

O plano de Deus é que homem e mulher se unam em uma só carne. A isso damos o nome de matrimônio, uma realidade tão sagrada que foi elevada à categoria de sacramento. Quando um homem deixa seu pai e sua mãe e se une à mulher escolhida, temos um matrimônio, inicia-se uma nova família. Isso não é pecado. A vivência da relação conjugal entre cônjuges não é pecado. É plano de Deus. As distorções, como pornografia, sexo desenfreado antes e fora do casamento, tudo isso é pecado, justamente por serem distorções do plano de Deus.

Não é verdade que Deus proíbe a sexualidade. Não é verdade que a Igreja só vê pecado na sexualidade. Pelo contrário, Deus (e a Igreja) consideram a sexualidade humana algo muito sagrado e querido por Deus desde o plano original da criação do ser humano, e por isso tanta proteção para com o matrimônio. Proteção, sim. Daí vem a denúncia das distorções que nos afastam desse projeto de Deus.

Infelizmente, cada vez que imoralidades e contatos sexuais fora ou antes do casamento acontecem entre jovens, é mais um pouco da sacralidade do matrimônio que é vilipendiada, é mais um pouco da beleza do casamento sendo desprezada e aviltada. 

Mas, então, enquanto jovem que ainda não se casou, como nosso amigo Leandro pode aprender a viver esse momento de espera antes do casamento? Ou ainda, se por acaso ele tem vocação sacerdotal, como viver essa atração natural que Deus nos dotou em uma vida inteira de celibato pela causa do Reino dos Céus? Para tudo isso São João Paulo II dedicou muitas linhas de sua Teologia do Corpo, que poderemos discutir mais na frente. Por agora, basta saber que não só é possível, como é o único caminho realmente dignificante e feliz para o ser humano. Esse caminho é o caminho do amor verdadeiro. Aprender a viver o amor é o único caminho realmente digno para o ser humano. 

E, na verdade, é o caminho que nosso coração deseja ardentemente. É o que nosso coração tão calorosamente procura nos momentos mais pessoais de nossa vida, nos momentos que nos definem.

Então, concluindo, Deus, em seu plano original, não nos criou para a solidão. Ele nos criou para a união, para a comum-união, para o amor. E colocou em nosso coração esse desejo.

Vamos ter oportunidade de aprofundar mais esse assunto nos próximos artigos. Até lá!

Morrre Norma McCorvey

Por Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

Disponível em: http://www.providaanapolis.org.br/index.php/todos-os-artigos/item/538-morre-norma-mccorvey

(com uma falsa alegação de estupro, ela obteve a liberação do aborto nos Estados Unidos)

No dia 18 de fevereiro deste ano, Pe. Frank Pavone, Diretor Nacional de “Priests for Life” (“Sacerdotes pela vida”), noticiava em um e-mail a morte de sua amiga Norma McCorvey, aos 69 anos de idade.


Conhecida como Jane Roe, Norma tinha 21 anos quando em 1969 descobriu que estava grávida de seu terceiro filho. Desejosa de fazer um aborto na cidade de Dallas, Texas, EUA, inventou a história de que havia sido estuprada por uma gangue. Então duas advogadas recém-graduadas, Linda Coffee e Sarah Weddington, que estavam à procura de uma mulher grávida desejosa de abortar, ofereceram-se para representá-la em juízo contra o Estado do Texas (cuja legislação proibia seu aborto), representado por Henry Wade, procurador do Condado de Dallas.

Em 1970 estava criado o caso “Roe versus Wade”, que subiria até a Suprema Corte e resultaria na tristemente célebre sentença de 22 de janeiro de 1973, dando vitória a Roe por sete votos contra dois. Norma não fez aborto. Antes que o processo encerrasse, ela deu à luz e encaminhou a criança para adoção. Mas foi por causa dela (e da mentira por ela inventada) que a Suprema Corte declarou inconstitucional a legislação do Texas que incriminava o aborto. E foi mais adiante:

Afirmou, de fato, que qualquer lei estadual que proibisse o aborto para proteger o feto nos primeiros dois trimestres de gravidez - antes do sétimo mês - era inconstitucional. (...) De um só golpe, em Washington, um tribunal de nove juízes que haviam sido nomeados e não eleitos para seus cargos, e que nem foram unânimes em sua decisão, mudara radicalmente as leis de quase todos os cinquenta estados norte-americanos[1].

A decisão fundou-se, por um lado, no direito da mulher à “privacidade”, por outro lado, na negação da personalidade da criança por nascer. Para declarar que o nascituro (unborn) não era pessoa, e que, portanto, não tinha direito à vida, a Suprema Corte usou o mesmo texto da emenda que outrora havia proibido a escravidão. Dizia tal emenda que “... todas as pessoas, nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos (...) são cidadãos dos Estados Unidos...” (destacou-se). Ora, como o nascituro não é nascido nem naturalizado, então ele não é cidadão dos Estados Unidos. Assim, ele não goza de nenhum direito! Por meio desse artifício, o Tribunal declarou que a personalidade legal não existe nos Estados Unidos antes do nascimento: “... a palavra ‘pessoa’, como foi usada na 14ª Emenda, não inclui o nascituro.”[2]

Além de declarar inconstitucional qualquer lei estadual, como a do Texas, que proibisse o aborto inclusive até o sexto mês de gravidez, a Suprema Corte declarou que o aborto poderia ser permitido até o momento do nascimento, desde que o médico o julgasse necessário para preservar a saúde da mãe. O conceito de saúde foi estendido ao extremo, compreendendo o completo bem-estar físico e psicológico da gestante. Acerca disso, transcreva-se o voto do juiz relator Blackmun:

A maternidade, ou uma prole adicional, pode forçar a mulher a uma vida e a um futuro angustiados. O dano psicológico pode ser iminente. A saúde física e mental pode ser sobrecarregada pelo cuidado do filho. Há ainda a angústia, para todos os envolvidos, associada ao filho indesejado, e há o problema de trazer uma criança a uma família já incapaz, psicologicamente e por outros motivos, de cuidar dela. Em outros casos, como neste [o de Jane Roe], as dificuldades adicionais e o contínuo estigma de mãe solteira podem estar envolvidos. Tudo isso são fatores que a mulher e seu médico responsável necessariamente levarão em conta na consulta.[3] (destacou-se).

Com esse conceito tão amplo de “saúde”, a partir de 1973 qualquer mulher estadunidense pôde abortar simplesmente por alegar que a gravidez, sendo indesejada, causava-lhe um mal-estar psicológico, e assim, prejudicava a sua “saúde” psíquica. Estava liberado na prática o aborto por simples solicitação da gestante: o aborto a pedido (abortion on demand).

Falso estupro revelado

Em 1987, Norma McCorvey reconheceu, em entrevista televisiva com Carl Rowan, que a história do estupro tinha sido completamente inverídica[4].

Sarah Weddington, uma das advogadas de Roe versus Wade, explicou em um discurso feito no Instituto de Ética da Educação, em Oklahoma, por que se utilizara da falsa alegação de estupro até que o caso chegasse à Suprema Corte: “Minha conduta pode não ter sido totalmente ética. Mas eu fiz por que pensei que havia boas razões”[5].

Norma tornou-se um ícone do movimento pró-aborto (chamado “pro-choice”, que significa “pró-escolha”) e passou a trabalhar na indústria do aborto.

Conversão à vida

Sua conversão ocorreu quando a Operação Resgate (um grupo pró-vida que atua nas portas das clínicas de aborto) mudou-se para um prédio do outro lado da rua da clínica onde ela trabalhava, em Dallas. Inicialmente ela reagiu com violência, mas pouco a pouco passou a sentir simpatia pelos militantes pró-vida.

Em 8 de agosto de 1995, Norma McCorvey foi batizada pelo Pastor Flip Benham, Diretor Nacional da Operação Resgate[6]. No entanto, ela ainda se dizia favorável ao aborto no primeiro trimestre de gestação. Ouçamo-la em seu livro “Won by love” (1998) (“Vencida pelo amor”) dizer o que aconteceu:

Poucas semanas depois da minha conversão, eu estava sentada no escritório da Operação Resgate, quando notei um cartaz de desenvolvimento fetal. A progressão era tão óbvia, os olhos eram tão doces. Meu coração se feriu, somente de olhá-los.
Corri para fora e finalmente despertei: “Norma,” disse a mim mesma, “eles estão certos”. Eu tinha trabalhado com mulheres grávidas por anos. Eu mesma tinha passado por três gravidezes e três partos. Eu deveria ter sabido. Algo ainda no cartaz fez-me perder a respiração. Continuei olhando a figura daquele minúsculo embrião de dez semanas, e disse a mim mesma: aquilo é um bebê!
Foi como se antolhos caíssem de meus olhos e de repente eu compreendi a verdade: aquilo é um bebê!
Senti-me “esmagada” pela verdade daquela percepção. Tive que enfrentar a terrível realidade. O aborto não era de ‘produtos da concepção’. Não era de ‘menstruações perdidas’. Era de crianças sendo mortas no ventre de suas mães. Durante todos aqueles anos eu estava errada. Ao assinar aquele depoimento, eu estava errada. Ao trabalhar em clínicas de aborto, eu estava errada. Não mais essa coisa de primeiro semestre, segundo trimestre, terceiro trimestre. O aborto – em qualquer ponto – era errado. Era tão claro. Dolorosamente claro[7].

Em 27 de agosto de 1998, Norma ingressaria na Igreja Católica, recebendo a Comunhão Eucarística e a Confirmação, esta última administrada pelo Pe. Frank Pavone[8].

Em um vídeo de um minuto produzido em 2013, Norma McCorvey dizia: “Depois de conhecer a Deus, eu percebi que o meu caso [Roe versus Wade], que legalizou o aborto a pedido, foi o maior engano da minha vida”[9].

Leiamos o que escreveu Pe. Frank Pavone na mensagem em que noticiava a morte de sua amiga:

Apesar do peso em seu coração pelo assassinato de 58 milhões de crianças desde a sentença Roe versus Wade, ela sempre soube como tomar a mão do Senhor e deixar sua graça levantá-la. Ela experimentou o programa do retiro das Vinhas de Raquel[10] para ajudá-la a sarar suas feridas (embora ela mesma nunca tenha feito um aborto), e dedicou-se de todas as maneiras a pôr um fim à tragédia do aborto.

Amigos, a história de Norma continuará viva. É uma história de esperança. Se ela pôde se converter e encontrar perdão por seu envolvimento com o aborto, então qualquer um pode. E se ela pudesse dizer alguma coisa agora para o mundo, estou convencido de que seria: “Aprendam minha história e tenham esperança”.

Anápolis, 13 de março de 2017.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis


[1] Ronald DWORKIN. Domínio da vida, São Paulo: Martins Fontes, 2003. p. 7.
[2] UNITED STATES OF AMÉRICA. Supreme Court. Roe v. Wade. Appeal from the United States District Court to the Northern District of Texas. BLACKMUN, J., Opinion of the Court, 22 Jan. 1973, Washington, DC. Disponível em: https://www.law.cornell.edu/supremecourt/text/410/113
[3] Ibidem.
[6] Cf. Steven WALDMAN; Ginny CARROL, Roe v. Roe. Newsweek, New York, 21 Aug. 1995, p. 24.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

As passagens bíblicas mais importantes para a Teologia do Corpo

Um bom passo para começar a conhecer e estudar a Teologia do Corpo é pelas passagens bíblicas mais importantes, que são ponto de partida para as reflexões que estão contidas nesses ensinamentos.



A Teologia do Corpo pode ser compreendida como um grande estudo bíblico. São João Paulo II reuniu em 133 catequeses seu ensinamento sobre o corpo, o amor verdadeiro, e a afetividade humana. Esse conteúdo foi dividido pelo próprio João Paulo II em grandes seções. Na maioria das vezes elas iniciam com uma passagem bíblica, e a partir daí seguem as reflexões e análises.

O objetivo dessa metodologia de S. João Paulo II é cobrir toda a história de nossa salvação, desde a criação do ser humano (Gênesis), até a consumação dos tempos (Apocalipse), esclarecendo o projeto de Deus para nossa sexualidade e para o todo de nossa salvação.

A primeira grande seção, ou o primeiro grande tema, é justamente a criação do ser humano, enquanto homem e mulher. Nesse ponto, S. João Paulo II comenta sobre praticamente todo o capítulo 2 de Gênesis, mas o versículo chave é Gênesis 2,24: "Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne". Aqui se mostra em plenitude o plano original de Deus para o ser humano: existindo em sexos distintos (homem, mulher) o ser humano é chamado desde o princípio a uma união de amor, união em "uma só carne". Mas São João Paulo II traz à tona essa passagem do Gênesis através das palavras do próprio Jesus em Mateus 19, 3-9:

"Após esses discursos, Jesus deixou a Galiléia e veio para a Judéia, além do Jordão. Uma grande multidão o seguiu e ele curou seus doentes. Os fariseus vieram perguntar-lhe para pô-lo à prova: É permitido a um homem rejeitar sua mulher por um motivo qualquer? Respondeu-lhes Jesus: Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu. Disseram-lhe eles: Por que, então, Moisés ordenou dar um documento de divórcio à mulher, ao rejeitá-la? Jesus respondeu-lhes: É por causa da dureza de vosso coração que Moisés havia tolerado o repúdio das mulheres; mas no começo não foi assim. Ora, eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério."

Aqui Jesus, no diálogo com os fariseus, chama a atenção dos seus ouvintes para a importância de relembrar o plano original de Deus para o amor entre homem e mulher, e esse plano é que está no centro das reflexões da Teologia do Corpo.

Na segunda seção, o tema passa a ser a queda de Adão e Eva e a consequente expulsão do Paraíso, e a análise de toda a condição humana após o pecado original. Nessa seção, que é a mais longa de toda a Teologia do Corpo, o foco se volta para o interior do ser humano. É no "coração" do ser humano (entendido aqui como o centro interior de nossa alma, de nossas decisões) que vai se mostrar presente o pecado, alterando o plano original de Deus. Após discutir sobre o pecado original e suas consequências, São João Paulo II reflete sobre a graça santificante de Cristo, e a proposta que Ele faz ao coração humano de viver a pureza. Por isso a passagem "chave" para toda essa seção vem do Sermão da Montanha, em Mateus 5, 27-28: 

"Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração". 

A esse chamado de Jesus em direção à pureza de coração, o ser humano deve responder vivendo uma vida renovada, "no Espírito", abandonando o pecado em seu coração e vivendo a graça de Deus. Essa seção é fundamental para a compreensão do estado atual do ser humano, pois todos nós vivemos nessa condição: herdamos as consequências do pecado original, mas nos abrimos para a graça santificante de Cristo. Nessa seção também é onde se podem traçar mais paralelos com os acontecimentos cotidianos que exigem nosso discernimento segundo uma correta moralidade.

Na terceira seção, São João Paulo II passa a falar de nosso futuro escatológico, ou seja, da Ressurreição e do "mundo que há de vir". A Igreja ensina que Jesus virá novamente para reunir todos os eleitos consigo no céu, e que ressuscitaremos assim como Ele ressuscitou. A passagem "chave" aqui vem de Marcos 12, 18-27:

"Ora, vieram ter com ele os saduceus, que afirmam não haver ressurreição, e perguntaram-lhe: Mestre, Moisés prescreveu-nos: Se morrer o irmão de alguém, e deixar mulher sem filhos, seu irmão despo-se a viúva e suscite posteridade a seu irmão. Ora, havia sete irmãos; o primeiro casou e morreu sem deixar descendência. Então o segundo desposou a viúva, e morreu sem deixar posteridade. Do mesmo modo o terceiro. E assim tomaram-na os sete, e não deixaram filhos. Por último, morreu também a mulher. Na ressurreição, a quem destes pertencerá a mulher? Pois os sete a tiveram por mulher. Jesus respondeu-lhes: Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus. Na ressurreição dos mortos, os homens não tomarão mulheres, nem as mulheres, maridos, mas serão como os anjos nos céus. Mas quanto à ressurreição dos mortos, não lestes no livro de Moisés como Deus lhe falou da sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Êx 3, 6)? Ele não é Deus de mortos, senão de vivos. Portanto, estais muito errados."

Nesse trecho do Evangelho, Jesus explica como o período "futuro", do "mundo que há de vir", o novo paraíso após a Ressurreição, será uma experiência diferente da que temos aqui na terra, e onde não caberá mais a realidade do matrimônio como o entendemos aqui (eles não tomarão mulheres nem maridos), mas essa realidade temporal será suplantada por uma nova realidade onde estaremos junto a Deus, contemplando-o "face a face", e vivendo em seu amor, ou usando a expressão do Apocalipse, nas "núpcias do Cordeiro".

Também nessa seção sobre a ressurreição está incluída uma série de catequeses sobre o celibato como vocação e maneira de viver o chamado a uma vida plena de entrega de sua própria vida aos irmãos. Vale a pena ler a passagem que referencia essas reflexões, em Mateus 19, 10-12:

"Seus discípulos disseram-lhe: Se tal é a condição do homem a respeito da mulher, é melhor não se casar! Respondeu ele: Nem todos são capazes de compreender o sentido desta palavra, mas somente aqueles a quem foi dado. Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda."

Na quarta seção, São João Paulo II volta-se para o tema do matrimônio, e passa a explicar e analisar esse sacramento, primeiramente em sua dimensão teológica. É uma reflexão que busca explicar a razão pela qual esse sacramento é tão importante. Busca analisar o seu significado mais profundo. Poderíamos até dizer, em sua dimensão mais "conceitual". Para isso, São João Paulo II chamou essa dimensão de "Dimensão da Aliança e da Graça". A passagem "chave" nesta seção vem de Efésios 5, 21-32:

"Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo. As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador. Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja - porque somos membros de seu corpo. Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois constituirão uma só carne (Gn 2, 24). Este mistério é grande, quero dizer, com referência a Cristo e à Igreja."

Essa passagem é muito importante para entender o sentido mais profundo do matrimônio: o sentido esponsal. Ter um sentido ou significado esponsal quer dizer tomar como modelo a relação de amor entre Cristo e a Igreja, e fazer da relação matrimonial uma relação de doação: ser esponsal é ser capaz de dar amor, de entregar a si mesmo e a própria vida por amor.

Na quinta seção, São João Paulo II fala da dimensão dos sinais sacramentais que fazem o matrimônio. Essa "Dimensão do Sinal" é explicada a partir dos próprios ritos previstos para a cerimônia do matrimônio, mas também na percepção mais atenta de que também a união conjugal em si é também um sinal visível que compõe esse sacramento. Nessa seção se encontra também um comentário sobre o livro "Cântico dos Cânticos", da Bíblia, e uma reflexão sobre a história de Tobias, presente nos capítulos 6 a 8 do livro de Tobias. Destaca aqui apenas a oração com que Tobias e Sara iniciam sua vida conjugal, presente em Tobias 8, 4-10:

"Então Tobias encorajou a jovem com estas palavras: Levanta-te, Sara, e roguemos a Deus, hoje, amanhã e depois de amanhã. Estaremos unidos a Deus durante essas três noites. Depois da terceira noite consumaremos nossa união; porque somos filhos dos santos (patriarcas), e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus. Levantaram-se, pois, ambos, e oraram juntos fervorosamente para que lhes fosse conservada a vida. Tobias disse: Senhor Deus de nossos pais, bendigam-vos os céus, a terra, o mar, as fontes e os rios, com todas as criaturas que neles existem. Vós fizestes Adão do limo da terra, e destes-lhe Eva por companheira. Ora, vós sabeis, ó Senhor, que não é para satisfazer a minha paixão que recebo a minha prima como esposa, mas unicamente com o desejo de suscitar uma posteridade, pela qual o vosso nome seja eternamente bendito. E Sara acrescentou: Tende piedade de nós, Senhor; tende piedade de nós, e fazei que cheguemos juntos a uma ditosa velhice!"

Finalmente, a sexta e última seção da Teologia do Corpo é um comentário sobre a Encíclica Humanae Vitae, que versa sobre a vida humana e o relacionamento de homem e mulher no casamento. Essa Encíclica foi escrita pelo Papa Paulo VI em 1968, e ficou mais conhecida por reafirmar a perene doutrina da Igreja Católica de que meios de contracepção artificial não são moralmente corretos, por retirar do ato conjugal a dimensão procriativa. Para ser moralmente correto, todo ato conjugal deve preservar as suas duas dimensões: a dimensão unitiva e a dimensão procriativa. Nessa seção não há uma passagem bíblica específica, mas aqui São João Paulo II afirma que chegou ao ponto culminante, por assim dizer, de suas reflexões, e que todos os ensinamentos das seções anteriores são importantes para compreender uma posição moral que a Igreja continua sustentando, e que pela qual sofre muitas críticas, justamente por não ser bem compreendida. Minha opinião pessoal é que esse é um dos assuntos mais importantes para o mundo atual, podendo ser um ponto de partida para uma verdadeira renovação do panorama da vivência da sacramentalidade do matrimônio.

Se você tem dúvida sobre algumas dessas passagens, ou ficou querendo saber quais os comentários de São João Paulo II sobre elas, eu incentivo você a conhecer melhor a Teologia do Corpo. Esses ensinamentos estão mudando vidas ao redor do mundo. Fica então o convite para que você, ao ler e refletir sobre essas passagens bíblicas, possa se sentir motivado para iniciar seus estudos da Teologia do Corpo de uma forma mais profunda. Que Deus abençoe!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Uma conversa sobre masturbação

Há algum tempo atrás, enquanto dava uma palestra, uma pessoa simplesmente não acreditou quando eu disse que masturbação não fazia bem, e era pecado. Ele não achou que estivesse falando sério.

O problema com os pecados contra a castidade é que, infelizmente, vivemos em um mundo que não valoriza a pureza, e portanto não consegue conceber o que é ser uma pessoa pura de coração, porque simplesmente essa é uma experiência que lhe foge completamente. Para muitas pessoas está simplesmente fora de seu horizonte de existência.




Primeiramente é preciso dizer que a castidade não é sinônimo de abstinência de sexo. Pode ser que, no caso da pessoa solteira, coincida com a abstinência. Mas cônjuges também devem viver a castidade em seus relacionamentos íntimos. A castidade é a virtude da temperança e da pureza, vivida com relação ao corpo e a sexualidade. Ela significa viver os valores sexuais (sim, eles são valores positivos!) dentro de sua justa proporção, dentro do plano para o qual foram criados por Deus. Significa viver os valores sexuais dentro de uma realidade maior, onde a atração sexual está a serviço do amor verdadeiro, e a ele se orienta.

O contrário da castidade é a luxúria, é um vício que leva as pessoas a ver seu semelhante como um objeto de satisfação de prazeres, e não um ser humano integral que recebe amor e é amado(a). Quem não vive a castidade não sabe o que é amor, pura e simplesmente, porque confunde amor com atração sexual, confunde amor com satisfação sensual, confunde amor com prazeres carnais.

Não é que o verdadeiro amor exclui o prazer. Não. Cônjuges que vivem seus relacionamentos íntimos com certeza sentem prazeres sensuais. Mas, se eles se amam de verdade, não escolheram amar a outra pessoa só por causa desse prazer que ele(a) proporciona. O prazer vem em decorrência de sua união. Não foi a causa da união. A causa da união foi, e continua sendo, o amor verdadeiro. Com o passar dos anos, quando a atração sexual vai normalmente diminuindo, o que fica entre eles é o amor. Casais que não fizeram do amor a razão primeira de sua escolha de um para o outro, nesse ponto correm o risco de cair em um vazio. Muitas vezes essa é a causa do divórcio. Quem não ama de verdade não sabe superar as dificuldades da vida em comum, perdoar as deficiências da outra pessoa, viver escolhendo novamente aquela pessoa de novo e de novo, a cada dia.

Hoje em dia a masturbação é comumente praticada entre adolescentes. Em uma pesquisa acadêmica de 2011, 80% dos jovens rapazes americanos de 17 anos reportaram ter praticado masturbação pelo menos uma vez na vida (1), com mais da metade reportando uma frequência de pelo menos algumas vezes no mês. A percentagem de jovens que se masturbam é maior entre os homens, porém entre as mulheres está longe de ser um raridade. O percentual de jovens mulheres americanas de 17 anos que reportaram ter praticado masturbação chega a 58%, consituindo mais da metade (1).Com uma percentagem tão alta, não é de estranhar que as pessoas passem a ver a masturbação como uma coisa "normal".

O que é preocupante com isso tudo é que a masturbação não ensina a viver os valores sexuais dentro da dimensão do amor verdadeiro.  Organizações e profissionais de saúde tendem a considerar a masturbação como uma prática "normal", "natural", como "parte do desenvolvimento da sexualidade". Mas essa visão não levam em conta aspectos morais. A tendência desses profissionais e pessoas supostamente "entendidas" do assunto é que a religião só serve para trazer "culpa" e sentimentos de "angústia" para os adolescentes, pois a religião se permite questionar se a masturbação faz mesmo bem ou não para os jovens. Por isso, muitas vezes sugerem "abandonar" as visões religiosas, sugerindo que isso vai trazer melhor "auto-estima" para os adolescentes.

Essa é uma visão muito simplista, e que não considera o ser humano como um todo. Nós temos uma consciência moral, não somos apenas "animais evoluídos" que se limitam a reagir psicologicamente a estímulos. Não é a religião que "cria" sentimentos de culpa, mas nossa própria consciência parece nos alertar que "algo está errado aqui". Mas, infelizmente, essa visão preconceituosa contra a religião é a que prevalece, e muitas vezes as pessoas nem querem ouvir o que a religião tem a dizer sobre o assunto.

Somado a isso, temos, infelizmente, o mau exemplo de muitos líderes religiosos, que, por um motivo ou por outro, não sabem traduzir em palavras boas e afirmativas uma proposta convincente para os jovens de hoje viverem a castidade.

Paremos para pensar por um momento sobre o que é a masturbação: uma estimulação dos próprios órgãos genitais visando obter prazer. Agora passemos a comparar essa definição com o projeto de uma relação madura e feliz: um casal que se ama de verdade e se compromete no matrimônio a viver em fidelidade para fazer o outro feliz, e que como instrumento de expressão desse amor vive a união sexual aceitando plenamente tudo que ela traz, ou seja, uma união de vida, não só de corpo, mas também de sentimentos e companheirismo. Agora vem a pergunta: como uma coisa pode ajudar a outra? Como a masturbação pode ajudar a viver em plenitude a vocação matrimonial? A resposta é: não pode.

Não pode porque a masturbação não tem nenhuma característica que venha a "treinar" ou "preparar" a pessoa para viver em um matrimônio sadio, satisfatório, onde existe verdadeiro amor e complementaridade. Mesmo a nível puramente do prazer sexual, a masturbação "treina" o cérebro para se excitar com situações e práticas que não farão parte do panorama de uma relação sexual a dois, normal, entre os cônjuges.

Mas lembre-se que o matrimônio não é composto só de prazer sexual. O prazer é uma parte de um todo mais complexo, que inclui a escolha de um pelo outro, a aceitação social de viver juntos e partilhar a mesma casa e conviver com as mesmas famílias, a aceitação e criação dos filhos, o companheirismo de quem prometeu viver o resto da vida em fidelidade e amor para com aquele(a) cônjuge. Todos esses fatores não são tocados nem de perto pela masturbação.

Por isso o Catecismo da Igreja Católica relata que "a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado", pois "o uso da faculdade sexual fora das relações conjugais normais (leia-se: casamento) contradiz sua finalidade" (2).

Uma pessoa certa vez argumentou comigo que a masturbação seria "natural" por fazer parte de um processo de "descoberta do próprio corpo". Esse argumento não pode ser levado a sério. Pare para pensar no caso de um jovem que pratica masturbação frequentemente, vamos dizer mais de duas vezes por semana, repetindo isso durante os anos de sua adolescência. Ao chegar na vida adulta, esse jovem terá realizado centenas, senão milhares de atos de masturbação. Fica difícil argumentar sobre a necessidade de uma quantidade tão grande de masturbação para "descoberta do próprio corpo" quando sabemos que o corpo de um ser humano normal ocupa uma quantidade tão limitada de espaço. Em outras palavras, é patético dizer que o jovem precisa se masturbar tantas vezes para "conhecer o próprio corpo" quando seu corpo é claramente limitado espacialmente falando.

Além do mais, para "conhecer o próprio corpo" não é preciso experimentar prazer sexual. Então algumas pessoas podem argumentar que é preciso "conhecer o prazer sexual". Não existe nenhuma razão para uma suposta "necessidade" de conhecer as sensações envolvidas no prazer sexual fora do casamento, a não ser a própria busca de prazer. E, a título de argumentação, não seria verdade que um só orgasmo já seria suficiente para saber o que ele é? Portanto, após a primeira masturbação as outras não teriam mais sentido, segundo esse argumento. Fica claro que a defesa que algumas pessoas fazem da masturbação não passa de "desculpas" para tentar calar a própria consciência e tentar tornar "normal" uma prática que, no fundo, não leva a nada, e não tem nenhum sentido real para existir. O único (falso) "sentido" é a busca do prazer.

Como vivemos em uma sociedade que faz do prazer o único e absoluto bem, as pessoas continuam buscando esse prazer a qualquer custo. Para uma pessoa que se converte, vem a crise, porque ela passa a conhecer mais sobre moralidade, Deus, a religião, o bem, o amor verdadeiro, Jesus Cristo, e de repente não quer "largar" os hábitos antigos, porque isso implicaria renunciar a prazeres com os quais está acostumada. Tem dificuldade para abandonar esses "prazeres" não só por motivos psicológicos, mas até mesmo por motivos neurológicos, pois nosso cérebro se "acostuma" com aquilo, e tem verdadeiras "crises de abstinência". (3)

Dizer que não é fácil viver a castidade é chover no molhado. É óbvio. Mas Jesus nunca disse que segui-lo seria fácil. Ele pediu para entramos na porta estreita (4). Temos muito a ganhar se passarmos a procurar entender o que é o amor verdadeiro, e procurarmos vivê-lo em plenitude. Outros artigos do nosso blog podem ajudar. (5)

Uma última palavra, então, para você que está lendo esse artigo: não desista nunca da busca da pureza, da castidade. Se o caminho é longo, ele começa pelo primeiro passo. E se vierem quedas, sempre se levante. Longe de te deixar triste ou angustiado, esse caminho vai ter levar a descobrir uma nova realidade, onde existe mais paz e felicidade.



----------
Notas:

 (1) Prevalence, Frequency, and Associations of Masturbation With Partnered Sexual Behaviors Among US Adolescents. Cynthia L. Robbins, MD; Vanessa Schick, PhD; Michael Reece, PhD, MPH; et al Debra Herbenick, PhD, MPH; Stephanie A. Sanders, PhD; Brian Dodge, PhD; J. Dennis Fortenberry, MD, MS. Arch Pediatr Adolesc Med. 2011;165(12):1087-1093. Disponível em: <http://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/1107656>

(2) Catecismo da Igreja Católica, §2352 (http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s2cap2_2196-2557_po.html)

(3) Veja artigo no blog Vida e Castidade: "A pornografia é tão perigosa quanto cocaína ou heróina" (http://vidaecastidade.blogspot.com/2017/02/a-pornografia-e-uma-droga-tao-perigosa.html)

(4) Mt 7, 13 - "Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram."

(5) Artigos sobre masturbação (http://vidaecastidade.blogspot.com/2009/05/artigos-sobre-masturbacao.html
Artigos sobre pornografia (http://vidaecastidade.blogspot.com/2009/05/artigos-sobre-pornografia.html
Artigos sobre Teologia do Corpo (http://vidaecastidade.blogspot.com/2009/05/artigos-sobre-teologia-do-corpo.html)